sábado, 28 de abril de 2012


A Gincana Cultural  A Hanseníase tem cura, o Preconceito também,  começou a ser elaborada desde o ano de 2011.

Antes vamos saber um pouco sobre a Hanseníase??

A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: uma bactéria que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.

Com período de incubação que varia entre três e cinco anos, sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.

Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumentam e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. Além disso, podem permitir que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade nessas regiões.

A incidência de hanseníase no Brasil diminuiu em 2011, ano em que 30.298 novos casos da doença foram detectados, 15% menos que em 2010, informou nesta quinta-feira o Ministério da Saúde. Dos novos casos registrados no último ano, 2.192 foram entre menores de 15 anos.

A meta do “Plano de eliminação da hanseníase no Brasil”, estabelecido em 2011, é a de menos de um caso para cada grupo de dez mil habitantes antes de 2015, e aumentar a porcentagem de cura para até 90% nos novos casos. O governo destinou neste ano R$ 16 milhões aos municípios onde há maior incidência da doença.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país que mais registra novos casos por ano no mundo, atrás apenas da Índia, que tem aproximadamente 150 mil novos casos ao ano.

Mapa dos casos no Brasil

A hanseníase foi durante muito tempo incurável e mutiladora. Os doentes eram reunidos em locais isolados e distantes do convívio familiar. Hoje, sabe-se que a hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito e é distribuído em todo o território nacional.

HOSPITAIS COLONIAS  - NO PARANÁ TEMOS UM PIRAQUARA

O Fantástico produziu uma matéria que mostra um pouco da história dos filhos que foram isolados do convívio de suas famílias.


Dos estados do sul, o Paraná é que mais tem novos casos e, no Paraná a região oeste é a que tem mais incidência da doença.

Cascavel teve 44 novos casos em 2011.

Além dos novos casos, tem um outro fator que é fundamental que seja trabalhado, o preconceito que existe, devido à falta de conhecimento sobre a doença. É necessário, que sejam idealizadas alternativas que visem não somente a eliminação da hanseníase como um problema de saúde pública, mas também, e principalmente, a um resgate da cidadania e o respeito por essas pessoas.

Após sabermos mais sobre essa doença, analisarmos os dados estatísticos e o quanto ainda precisamos melhorar, reunimos numa grande parceria  o Núcleo Regional da Educação de Cascavel, o Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase e a Secretaria da Saúde de Cascavel para realizarmos essa Gincana e o Seminário dia 16 de maio de 2012.

 Objetivos da nossa Gincana:

  • Repassar a toda a comunidade informações sobre a doença;

  • Esclarecer sobre as formas de contágio e tratamento;

  • Acabar com  o preconceito existente aos portadores da doença por meio de atividade lúdica e da informação;

  • Integração entre a Saúde e a Educação;

  • Promover uma atividade em equipe na escola;

  • Integrar a escola com a comunidade e a sua história.


    Muitos artistas atuam como voluntários em Campanhas Nacionais.




    Contamos com você para mudar o mapa de casos no Paraná e acabar com o preconceito!

    Nós, os Filhos Separados pelo Isolamento Compulsório, agradecemos a todos que estão colaborando e se conscientizando das questões que envolvem a hanseníase.
    Deus abençoe nossa voluntária MORHAN do Paraná, Márcia Fontanélla e a todos os professores, profissionais envolvidos e os alunos participantes!
    Com amor pleno
    Teresa Oliveira



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