De nossa irmã, amiga e voluntária, Elizabete Figueiredo
Estamos de casa nova!
Após longos anos de luta, promessas não concretizadas, perseguições, finalmente agora o programa que atende pacientes ,ex-pacientes (sequela s) e tuberculose ,está de casa nova. E ainda agora podemos contar com apoio, de uma Assistente Social, uma Terapeuta Ocupacional, e uma Fisioterapeuta, que estão trabalhando em apoio à nossa médica Dra. Regina Pita, que outrora tinha que se virar sozinha, sem o apoio desses profissionais ,(Por falar nisso, nossa médica é uma guerreira),desde 2004, fomos obrigados a recorrer ao ministério Público Junto á Promotoria da Cidadania e dos direitos humanos, junto á Promotora Dra. Flávia Maria,Proc. 20/04, tivemos que recorrer á todas as midias locais, que nos deram todo apoio nessa época,através de abaixo assinado com 29 pacientes,foram enviadas documentos aos seguintes orgãos:
Ministério da saúde, Secretaria de saúde do estado,DIR 19 (hojeDRS IV-Supervisão municipal de saúde),Conselho municipal da saúde,MORHAN,Promotoria dos direitos constitucionais dos Cidadões, Ministério Público,Comissão de saúde da ALESP,Deputado Estadual Fausto Figueira (Médico) e outros.
Ocorre que o antigo local onde eram atendidos nossos companheiros atingidos pela hansen e tuberculose, não tinha o minimo de respaldo de degnidade, todos os pacientes e profissionais da saúde que ali trabalhavam sofriam com a precariedade, a falta de Biossegurança,a falta de equipamentos, falta de materiais para o devido tratamento, chegando ao ponto de no braço de uma companheira,ser colocado papelão de uma caixa, improvisado como tala. Um balde de plástico(esses que se compra nas lojas de 1,99), era usado para aliviar (compressas), colocava-se os pés ali dentro e um fiozinho esquentava a agua(eu mesma fiz uso deste processo), depois a agua era jogado na rua... não possuia o local nem se quer um banheiro, submetendo profissionais e pacientes á darem a volta no quarteirão para fazer uso nos vizinhos..O local de atendimento era um corredor, ficava todo mundo confinado ali, e a médica era obrigada a atender de porta aberta pois sua sala(um cumpido separado por compensado), não tinha seguir uma janela e no verão era um calor dos infernos, a ponto de profissionais da saude passarem mal, bem muitas outras coisas, que se for relatar vai muito longe. E todas as vezes que procuravámos alguem de direito para cobrar as responsabilidades que estavam sobre suas funções, era sempre a mesma resposta, não está faltando nada, a reclamação não procede etc e tal, sem ao menos restar-nos a esperança de que se iam apurar. Já cansados de tantos descasos, nos reunimos e sem outra alternativa, fomos obrigados a tomar outro rumo para solucionar a problemática.
Foram longos anos de luta, perseguições, ameaças, (inclusive eu cheguei a apanhar de um cidadão), isso rendeu Delegacia da mulher, IML, Justiça etc e tal, pois esse cidadão me lesou o braço, as marcas de seus dedos levaram dias para sumir....Quero parabenizar á Dra. Daniela Furlan, que na época arregaçou as mangas, não temeu(pois a mesma sofreu perseguições por longos 2 anos, e ainda sente o impacto do terremoto, más foi firme e forte em nos apoiar,testumunhar e dar sua cara á tapa, enfrentou com valentia sempre ao nosso lado. depois de longos anos, foi inaugurado a nova casa, Más o grande objetivo desta luta toda, é ter garantido o respeito ao cidadão,o respaldo á dignidade á qual todo ser vivente tem o direito.
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