Irmãos e amigos do blog:
Segue abaixo, o maravilhoso trabalho realizado pela voluntária do
MORHAN, Professora Márcia Fonatanélla, em Cascavel, Paraná.
Foi uma Ginkana sobre hanseníase, com alunos locais, envolvendo toda a
comunidade nesta realização.
Agradeço a todos os jovens que participaram, aos seus professores, pais,
amigos e à toda comunidade.
Este é um exemplo de trabalho social que significa muito para todos nós,
atingidos pela hanseníase, porque libera, transcende, apodera cada cidadão do
direito da informação e cria uma consciência coletiva sobre a responsabilidade
de cada um no livre exercício da cidadania.
Deus abençoe a todos vocês, brasileiros conscientes!!
Quero destacar as respostas de Larissa Alves Xavier, do Colégio São João.
Palavras como "motivação" e "solidariedade", transbordaram meu coração de orgulho, por ser parte desta história e ela ter sido tão bem compartilhada.
Com amor pleno
Palavras como "motivação" e "solidariedade", transbordaram meu coração de orgulho, por ser parte desta história e ela ter sido tão bem compartilhada.
Com amor pleno
Teresa Oliveira
Professora
Márcia Fontanella
Núcleo
Regional da Educação de Cascavel
Voluntária
do MORHAN
nosso
site da Gincana com todas as informações e muitas fotos do encerramento.
1-
O que mais te motivou a participar da gincana?
Conheci inicialmente o trabalho que
o Morhan realiza, a história da hanseníase, que confesso, não sabia. Depois vi
as estatísticas do mundo, do Brasil, do Paraná, da nossa região e percebemos
que deveríamos desenvolver alguma ação, mesmo os dados parecendo não serem tão
alarmantes, mas são. Sem falar também na questão do preconceito. Isso tudo, foi
o que nos motivou a pensar em alguma atividade para envolver a educação e a
saúde.
2)
Como o NRE – Núcleo Regional da Educação de Cascavel recebeu esse trabalho?
A
primeira reunião sobre todo esse trabalho aconteceu nas férias de Janeiro,
quando retornei ao trabalho, em fevereiro e falei do projeto, todos ficaram
surpresos, porque na verdade, nem eles (colegas de trabalho ) conheciam todo o
trabalho que o MORHAN realiza e muito menos a história da Hanseníase, mas
depois todos acharam a ideia ótima e mergulharam no trabalho.
3-
Já tinhas ouvido falar em hanseníase?
O
conhecimento que eu tinha da Hanseníase era muito pouco, tendo em vista toda a
história que a envolve.
4-
Qual parte da gincana foi mais difícil?
Organizar
essa Gincana foi algo novo para mim, um projeto desse porte, envolvendo tantas
escolas, municípios, foi um desafio e tanto, mas muito gratificante.
Não
teve uma parte mais difícil, mas na semana que antecedia o grande final, a
adrenalina subiu, já não conseguia ‘’desligar’’ dos compromissos, das inúmeras
coisas que tinham que ser providenciadas.
5-
E a mais triste?
Emocionei-me
muito todos os dias, a cada tarefa que recebia das escolas e via o material
maravilhoso que eles estavam produzindo! As histórias que estavam descobrindo,
acompanhar toda a evolução das equipes, era motivo de muito orgulho e também de
muita emoção.
6-
Qual foi a situação mais engraçada?
Quando
a equipe da Caça ao tesouro recebeu os ‘’bichos’’ que iriam usar na cabeça, foi muito engraçado, rimos muito!
É
interessante, aquela frase que dizem que todos
temos uma criança dentro de nós, concordo plenamente.
7-
Qual a tua mensagem, aquilo que ficou, te pegou fundo, depois de tudo isso?
Ficou
a certeza de que nosso trabalho valeu muito a pena, que atingimos todos os
objetivos propostos e fomos muito além, pois nossos estudantes e professores
sempre fizeram um pouco a mais do que pedíamos.
Como
voluntária do MORHAN, estarei militando em todas as causas, em todos os
lugares, porque a partir de agora a história da Hanseníase e tudo o que a
envolve é a minha história também.
Estou
muito feliz por isso.
Salvador
Neto Pedagogo Colégio Santa Cruz -
coordenador da equipe
1)Eu
gosto de participar de gincanas, independente do tema, porque gosto da aventura
ligada a este tipo de atividade. Mas fiquei feliz porque algumas atividades da
gincana me fizeram crescer como ser humano, principalmente o contato com o
preconceito aos doentes e a questão dos filhos separados dos pais.
2)
A gente pensa em certas coisas da vida
apenas superficialmente. Participar me fez pensar mais profundamente sobre as
pessoas doentes.
3)Só
tinha conhecimento pelas histórias bíblicas do velho testamento e os milagres
de Jesus no novo testamento
4)Fotografar
um portador. O preconceito a que eles são submetidos é tão grande que os faz
fugir de se mostrar pelo medo de aumentá-lo ainda mais.
5)Com
certeza a parte mais triste foi LER e ESCUTAR de vidas que foram destruídas
simplesmente porque "alguém" achou que a melhor solução era
separar filhos de pais, ao invés de
trabalhar pela cura dessas pessoas doentes.
6)Não
lembro de haver vivido alguma situação engraçada durante a gincana, mas me
lembro de duas situações particularmente MUITO felizes. Pedi aos alunos uma
paródia, e desconfiado que ninguém fosse fazer nada, eu mesmo preparei uma com
uma música bastante tocada nas rádios. Pois bem, depois de ouvir a minha, um dos alunos se animou e trouxe no dia
seguinte uma paródia que os alunos adoraram e todos, inclusive pessoas que nem
participavam da gincana deram a sua contribuição para acertar alguns pontos que
não tinham ficado legais; a outra situação foi da nossa visita ao colégio
estadual Santos Dumont. Eles estavam bem receosos por terem de falar em outra
escola, porém se soltaram e se mostraram desinibidos e voltaram pra escola
comentando com os demais alunos e professores como foi bom ter ido falar a
alunos de outra escola.
7)
Creio que não tem não sofrer ao se ter contato com as histórias de mães e
filhos separados. Principalmente ao se descobrir que, desde o momento que havia
cura para a doença, eles não mais precisavam ser separados. Dá um peso imenso
no coração ao se ler de pessoas que receberam essas crianças e ao invés de
tratá-las como filhos e lhes dar carinho, lhes aumentaram a dor. Cada vez que
lia ou ouvia um relato, ficava pensando: ‘’ isto podia ter acontecido comigo ou
com o meu filho’’. Isso só me faz pensar e acreditar que precisamos levar mais
amor às pessoas. E pessoas que tratam crianças de uma forma tão covarde, assim
como autoridades que não se importam com o fato, precisam ser punidas.
COLÉGIO
ELLOS, EQUIPE TUDO SOB CONTROLE DE CAFELÂNDIA.
Estudante
Leticia Squizatto
1-
O que mais te motivou a participar da gincana?
O
fato de que se estivéssemos todos juntos, se esforçando, poderíamos acabar com
a doença, e também com o preconceito. Além de informarmos as pessoas sobre a
Hanseníase
2-
Quando contaste aos teus pais sobre a gincana, qual foi a reação deles?
Disseram
que adoraram a ideia, pois na nossa cidade as pessoas não sabiam nem o que
significava a doença. Que seria ótimo para que eu aprendesse mais sobre o tema,
e que a apresentação do relatório exigido no final, traria mais confiança para
si própria, pois sou uma pessoa muito tímida.
3
- Já tinhas ouvido falar em hanseníase?
Conhecia
como lepra, não sabia nem como adquiria a doença e muito menos que havia cura.
4
- Qual parte da gincana foi mais difícil?
A
confecção da paródia, sem dúvidas. Foi muito complicado escolher uma música e
modificar a letra, alem de que o tempo de 2 minutos foi pouco, e acabamos
perdendo pontos por ultrapassa-lo.
5
- E a mais triste?
Quando
estávamos todos juntos esperando pelo resultado, saímos do clube dos tenentes e
viemos embora, sabendo que no outro dia não seria aquela correria, e ansiedade,
esperando que a Márcia (coordenadora da Gincana ) nos enviasse uma próxima
tarefa.
6
- Qual foi a situação mais engraçada?
Em
todas as nossas reuniões houveram momentos de descontração, foi muito bom. Mas
tem um que eu queria destacar. Foi quando colocamos a equipe junta pra cantar a
paródia.. Muitos não tinham ritmo ou tinham a voz aguda demais, foi realmente
hilário.
7
- Qual a tua mensagem, aquilo que ficou, te pegou fundo, depois de tudo isso?
Quando
o Coordenador Nacional do Morhan, Artur Custódio nos deu uma breve palestra pela tarde e
comparou a caça ao tesouro feita pela manhã, onde muitos correram, com a ideia
de que somos nós que temos que correr atrás do desenvolvimento para o nosso
país.
Paulo
Henrique de Almeida Lima.
Colégio
Estadual José de Anchieta, Ibema-Pr.
1-
O que mais te motivou a participar da gincana?
Primeiramente
foi o conhecimento, eu acredito que acima de toda a diversão, novas amizades e
etc. o conhecimento permaneceu como ideia principal.
2-
Quando contaste aos teus pais sobre a gincana, qual foi a reação deles?
Foi
legal, eles entenderam super bem o objetivo e me apoiaram.
3-
Já tinhas ouvido falar em hanseníase?
Sim.
Em alguns comerciais do Ministério da Saúde, mas não tinha muito conhecimento
da doença.
4-
Qual parte da gincana foi mais difícil?
Com
certeza foi a caça ao tesouro! As perguntas não eram difíceis de serem
respondidas, mas sim pelo cansaço, o complexo esportivo era muito grande.
5-
E a mais triste?
Na
minha opinião não houve nenhum momento
triste não.
6-
Qual foi a situação mais engraçada?
A
paródia, essa foi uma das tarefas mais engraçadas!
7-
Qual a tua mensagem, aquilo que ficou te pegou fundo, depois de tudo isso?
Acredito
que todos nós da Equipe Anchieta pudemos contribuir com orientações importantes
para toda a nossa comunidade, isso é um motivo de gratidão a todos nós. Desde o
primeiro aluno ao último professor que se empenhou nessa gincana. Aprendemos
que a informação é o melhor remédio para o preconceito!
Quero
deixar aqui os meus agradecimentos a professora Geovana e ao Professor Emerson,
aos colegas da gincana e aos demais professores que contribuíram com essa
gincana indiretamente.
Aline
Roncaglio
Colégio
Estadual Marilis Pirotelli
1)O
fato de ser uma doença não muito conhecida, não só por mim mas pela maioria das
pessoas.
2)Bom,
pra minha mãe ela acho muito interessante pelo fato que quando ela tinha
nascido não era conhecida por esse nome.
3)Sim,
mais não sabia sobre os detalhes sintomas, prevenção,tratamento etc.
4)Sair
da sala de aula e pouco tempo realizar as tarefas.
5)Ah!
No começo a falta de cooperação das pessoas, mas depois foi trocado alguns
alunos e melhorou o desenvolvimento do
grupo.
6)Foi
gravar a paródia e fazer o mascote,
muito risos e brincadeiras.
7)Você
que tem preconceito contra a hanseníase, aonde isso vai te levar?
A
nada e por isso acho que se as pessoas soubessem um pouco mais sobre a doença ,
pensariam mais antes de julgar as pessoas. Preconceito só afasta as pessoas da
sociedade.
Larissa
Alves Xavier
Colégio
São João
1-
O que mais te motivou a participar da gincana?
Pelo
conhecimento que iria adquirir.Saber sobre uma doença que em minha vida não era
presente me motivou muito.
2-
Quando contaste aos teus pais sobre a gincana, qual foi a reação deles?
De
solidariedade, pois eu como eles nunca havia ouvido falar sobre hanseníase,
eles até conheciam mas apenas como lepra mas não sabiam o que causava ao ser humano.
3-
Já tinhas ouvido falar em hanseníase?
Não,
apenas como lepra, mas não sabia como se
tratava, nem que tinha cura.
4)
Qual parte da gincana foi mais difícil?
Acho
que não houve momentos difíceis, mais sim de superação sempre todos unidos conseguíamos vencer barreiras.
5-
E a mais triste?
A
história da Helena Bueno, nos comoveu muito. Tal história como a dela nunca
tinha ouvido falar, com certeza mudou nossa forma de ver o mundo, muitas vezes
temos tudo e não damos valor.
6-
Qual foi a situação mais engraçada?
As
reuniões sempre eram bem descontraídas acho que era uma das melhores formas da
gente se conhecer melhor e nos divertir de uma forma diferente.
7-
Qual a tua mensagem, aquilo que ficou, te pegou fundo, depois de tudo isso?
Que
Hanseníase não é motivo para se ter preconceito, muitas vezes são as próprias
pessoas portadoras da hanseníase que se escondem, porque foram vítima de muita
exclusão, falta de informação. Com certeza essa
gincana mudou a maneira de como eu via o mundo, percebi que tenho tudo
que preciso e não dou valor muitas vezes. Márcia, obrigada por nos proporcionar
essa gincana, se tivesse que recomeçar tudo pode ter certeza nosso colégio
faria tudo novamente e com esforços dobrados.Beijos!
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Preconceito tem cura. E a cura eh a informacao de qualidade! Infelizmente nossa materia de 2005 continua super atual. Quando essa realidade vai mudar???? http://mediaquatro.sites.uol.com.br/hansen-folha.html
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