Obrigatória
- A AMS pede aos sócios que procurem a secretaria para confeccionarem as carteiras de associados que passarão a ser exigidas para entrada na sede.
- Para fazer a nova carteira, o associado precisa apresentar uma foto 3X4, seu nome completo e dos dependentes e data de nascimento.
- Na sede da AMS a carteira poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h.
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Médicos em Defesa das Crianças Desaparecidas
- Observar semelhanças com os pais, sinais de agressão, comportamento da criança com a família.
- Estas são algumas orientações para que os médicos fiquem atentos nos hospitais, prontos-socorros e clínicas do país.
- Outra recomendação é que os médicos sempre confiram os documentos do menor e dos responsáveis.
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Apelo Global pelo fim da discriminação contra as pessoas com hanseníase
07/02/2012
Cerca de 16 milhões de portadores da doença já foram curados desde a década de 80, mas preconceito e acesso à informação ainda são barreiras a serem vencidas
Na semana comemorativa do Dia Mundial de Combate à Hanseníase (29 de janeiro), a Nippon Foundation – entidade que há mais de 40 anos é referência internacional em campanhas para eliminação da hanseníase no mundo – lança, no Brasil, o Apelo Global pelo Fim do Estigma e da Discriminação contra as Pessoas Atingidas pela Hanseníase, em parceria com a Associação Médica Mundial (WMA), Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Paulista de Medicina (APM), Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e apoio do Ministério da Saúde, Ministério dos Direitos Humanos e do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).
7ª edição do Apelo Global pelo Fim do Estigma e da Discriminação contra as Pessoas Atingidas pela Hanseníase e suas Famílias, realizado pela primeira vez no Brasil, na APM, reuniu apoiadores da causa, como a atriz Elke Maravilha e o cantor Ney Matogrosso
O Apelo Global é uma iniciativa criada pela Nippon Foundation em 2006, com apoio de vários líderes do mundo, visando promover o aumento da consciência internacional sobre a questão. Até o momento, foram realizados seis Apelos Globais, com focos específicos: líderes do mundo (2006); representantes das pessoas atingidas pela hanseníase (2007); ONGs ativas em direitos humanos (2008); líderes religiosos (2009); líderes empresariais (2010); e líderes das melhores universidades do mundo (2011). Dentre os brasileiros e entidades nacionais que já endossaram o Apelo Global estão o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o empresário Roger Agnelli, ex-CEO da Vale; e a Universidade de São Paulo (USP).
Em 2012, o Apelo Global está sendo endossado pela Associação Médica Mundial e seus afiliados em diversos países, visando unir cada vez mais a classe médica na luta pelo fim do preconceito e melhorias da saúde pública.
"Pessoas atingidas pela doença há muito tempo são vistas como ‘amaldiçoadas’ e sofrem discriminação. São rejeitas pela sociedade e abandonadas. Foram forçadas a viverem segregadas e confinadas em áreas distantes, isoladas ou até mesmo em ilhas remotas, por acreditar-se que seja um mal altamente contagioso, o que não é verdade. Cerca de 99% das pessoas têm imunidade natural ou resistência ao bacilo causador da hanseníase. É uma doença curável, o tratamento é gratuito e, portanto, não há espaço para a discriminação social”, explica Yohei Sasakawa, chairman da Nippon Foundation e Embaixador da Boa Vontade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Eliminação da Hanseníase.
"Precisamos, definitivamente, nos ater a estas questões, chamando a atenção da sociedade e do poder público, demonstrando que o preconceito contra a hanseníase continua não resolvido. Sem medo do preconceito, novos casos podem ser descobertos mais precocemente, permitindo cura ainda nos estágios iniciais e evitando, desta forma, o avanço para casos mais graves, aqueles que levam à amputação”, completa Sasakawa. Estima-se que de dois a três milhões de pessoas tenham adquirido deficiência física em consequência da hanseníase.
Cura efetiva
Enfermidade que remonta os tempos bíblicos, a hanseníase por muito tempo foi considerada sem cura. Mas, em 1981, um novo tratamento foi descoberto – a Terapia Multidroga (MDT, na sigla em inglês) – e o cenário começou a se inverter completamente. Em 1985, nada menos que 122 países apresentavam quadros graves de saúde pública. Em 2003, o número de nações ainda com necessidade de atingir as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da hanseníase como problema de saúde pública (menos de 1 paciente para 10 mil pessoas) caiu para seis, e o índice de pessoas infectadas baixou para 600 mil. Atualmente, apenas o Brasil ainda tem metas a cumprir.
Parte desta considerável redução deve-se aos investimentos de US$ 50 milhões da Nippon Foundation numa atividade de cooperação com a Organização Mundial da Saúde (OMS). De 1995 a 1999, as duas entidades uniram esforços para distribuição da MDT, gratuitamente, aos governos dos países mais necessitados de suporte financeiro, logístico e médico.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 47 mil novos casos são detectados a cada ano. Porém, o resultado do estudo Saúde Brasil 2010, realizado pelo Ministério da Saúde, aponta uma redução de 31,5% de casos registrados no País nos últimos dez anos. Segundo a investigação, a média anual de detecção de novos casos é de 4%, no período de 2001 a 2010. O melhor percentual de redução ocorreu na Região Sudeste, com 45,5%, onde quase todos os estados alcançaram a meta de eliminação da hanseníase enquanto problema de saúde pública. O estudo comprovou ainda que 82,3% dos casos detectados de hanseníase foram curados em 2010.
Artistas apoiam causa
Ney Matogrosso e Elke Maravilha participaram do anúncio do Apelo Global, lembrando que “sem amor ao ser humano” a questão da Hanseníase no mundo não irá avançar. “Enquanto a doença for tratada como uma política e não com humanidade e compaixão, essas pessoas atingidas pela Hanseníase continuarão à margem da sociedade. A Aids teve apelo porque chegou às classes média e alta. Tinha, portanto, poder de expressão. A Hanseníase atinge os pobres, que não têm voz”, declarou Matogrosso. “O que mais me assusta é a indiferença das pessoas. Isso precisa mudar”, finalizou Elke.
Estiveram presentes ao anúncio do Apelo Global 2012 Fausto Pereira dos Santos, do Ministério da Saúde; Linamara Battistela, secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Reynaldo Manelli, representante da Secretaria Estadual de Saúde; a médica Rosa Nakazaki, representante da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; e o vereador Gilberto Natalini, entre outros.
Ney Matogrosso e Elke Maravilha participaram do anúncio do Apelo Global, lembrando que “sem amor ao ser humano” a questão da Hanseníase no mundo não irá avançar. “Enquanto a doença for tratada como uma política e não com humanidade e compaixão, essas pessoas atingidas pela Hanseníase continuarão à margem da sociedade. A Aids teve apelo porque chegou às classes média e alta. Tinha, portanto, poder de expressão. A Hanseníase atinge os pobres, que não têm voz”, declarou Matogrosso. “O que mais me assusta é a indiferença das pessoas. Isso precisa mudar”, finalizou Elke.
Estiveram presentes ao anúncio do Apelo Global 2012 Fausto Pereira dos Santos, do Ministério da Saúde; Linamara Battistela, secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Reynaldo Manelli, representante da Secretaria Estadual de Saúde; a médica Rosa Nakazaki, representante da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; e o vereador Gilberto Natalini, entre outros.
Pelo fim do preconceito e direitos humanos
No Brasil, até a década de 1980, a Lei Federal nº 610, de 13 de janeiro de 1949, recomendava o isolamento compulsório dos pacientes com hanseníase, que eram, então, mantidos em colônias. A mesma lei ordenava a entrega dos bebês de pais com hanseníase à adoção, o que levou à separação de milhares de famílias. Esta situação perdurou até 1986, quando os antigos hospitais-colônias – então chamados leprosários – foram transformados em hospitais gerais. "Os muros foram derrubados, os portões abertos, mas a luta pelo reencontro destas famílias ainda continua”, revela Artur Custódio, coordenador nacional do Morhan.
Hoje, a Lei Federal nº 11.520, de 18 de setembro de 2007, dispõe sobre a concessão de pensão especial às pessoas atingidas pela hanseníase que foram submetidas ao isolamento compulsório – porém, o benefício não se estende aos seus filhos. "Desde 2010, o Conselho Nacional de Saúde recomenda a aprovação de uma medida provisória que estenda as ações de reparação e indenização aos filhos separados dos pais durante a fase do isolamento compulsório de pacientes com Hanseníase”, defende Custódio.
Declaração da Associação Médica Mundial
José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Mundial (WMA) e ex-presidente da APM e da AMB, ressalta que, em outubro do ano passado, a 62ª Assembleia Geral da WMA, realizada em Montevidéu, no Uruguai, publicou a "Declaração da WMA sobre controle da hanseníase em todo o mundo e eliminação da discriminação contra as pessoas afetadas pela hanseníase”. O documento diz:
"A hanseníase é um problema de saúde pública generalizada, com aproximadamente 250 mil novos casos diagnosticados por ano em todo o mundo. É uma doença curável e, depois de iniciar o tratamento, a cadeia de transmissão é interrompida. A hanseníase é uma doença que foi abordada inadequadamente do ponto de vista dos investimentos em investigação e tratamento médico.
A Associação Médica Mundial recomenda a todas as associações médicas nacionais para defender o direito das pessoas atingidas pela hanseníase e membros de suas famílias, que eles devem ser tratados com dignidade e livres de qualquer tipo de preconceito ou discriminação. Médicos, profissionais de Saúde e sociedade civil devem ser contratados na luta contra todas as formas de preconceito e discriminação.
Centros de pesquisa devem acusar a hanseníase como um problema de saúde pública e continuar a investigação desta doença, uma vez que há ainda lacunas em compreender seus mecanismos fisiopatológicos. Estas lacunas no conhecimento podem ser superadas por meio da alocação de recursos para novas pesquisas, que contribuirá para um controle mais eficaz em todo o mundo. Escolas de Medicina, especialmente em países com alta prevalência da hanseníase, devem reforçar a sua importância no currículo. Os setores público, privado e civil devem unir seus esforços para divulgar informação que combata o preconceito contra a hanseníase e reconheça sua cura.”
Sobre a Nippon Foundation
A Nippon Foundation (www.nippon-foundation.or.jp/eng) é uma fundação privada, sem fins lucrativos, criada em 1962 com o propósito de realizar atividades filantrópicas e assistência para ações humanitárias. Seus ideais filantrópicos adotam o desenvolvimento social e a autossuficiência. A entidade persegue estes princípios com o trabalho para melhorar a saúde e a educação pública, diminuir a pobreza, eliminar a fome e ajudar as pessoas portadoras de deficiência física.
Na área da saúde pública, a Nippon Foundation está envolvida intimamente, há cerca de 40 anos, em campanhas para eliminar a hanseníase, trabalhando em estreita cooperação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), organizações governamentais e internacionais e as ONGs. Um bom exemplo deste trabalho é o financiamento gratuito da Terapia Multidroga (MDT) no mundo, realizado de 1995 a 1999. A Fundação investiu US$ 50 milhões no projeto. Segundo estatísticas da própria Organização Mundial de Saúde (OMS), 16 milhões de pessoas foram curadas da doença desde a primeira vez que a MDT se tornou disponível, em 1980.
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