domingo, 2 de outubro de 2011

Autêntico Encontrão dos Filhos Separados pelo Isolamento Compulsório
Marituba/Pará
01/10/2011

Irmãos e amigos do blog:
Ontem, sábado, foi realizado o Encontrão dos Filhos Separados pelo Isolamento Compulsório em Marituba, Pará, inspirado no nosso Encontrão de Itú/SP em março passado.
Edmilson, Coordenador do Núcleo MORHAN Marituba, veio ao nosso Encontrão na época e havia, desde então, o incentivo para que ele realizasse lá as atividades que São Paulo tem feito para reunir os filhos, reencontrar amigos, discutir, deliberar.
Edmilson também fez o Assinão em Marituba e recolheu 4.650 assinaturas em tempo recorde.
Sinto-me feliz e abraçada por todos os filhos, irmãos de causa, que se alinham nas nossas ações e demonstram ao Brasil a força e a seriedade que esta reivindicação tem. Mais do que isso: através de nossas ações afirmativas, vamos ganhando espaço, contando nossas histórias e recebendo de volta o respeito e a dignidade que haviam nos tirado com a dilaceração de nossas famílias.
Parabéns Pará! Que Deus abençoe todos e continue a nos dar sabedoria para seguirmos UNIDOS, fortes e FOCADOS!
Com amor pleno
Teresa Oliveira



02/10/2011 - 10h20




Filhos de hansenianos, isolados na infância, relatam maus-tratos

Cerca de 200 pessoas participaram ontem do '1º Encontrão dos Filhos Separados pelo Preconceito da Hanseníase'. O evento foi promovido pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase. Os debates foram realizados na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no centro de Marituba. Além da divulgação da doença e do combate ao preconceito, o encontro buscou iniciar um processo de apoio ao pedido de indenização dos filhos de portadores de hanseníase separados compulsoriamente.

Na época, a separação compulsória do doente era considerada medida necessária para a garantia da saúde de seus familiares e da comunidade. A educadora Iverlândia Lemos ainda hoje sofre ao recordar do período em que viveu em um educandário para filhos de hansenianos. 'Sofri muito, pois no educandário éramos humilhados e sofríamos todo tipo de violência. Ainda tenho na mente tudo que passei naquele local. Fui afastada dos meus pais muito nova e só os reencontrei aos 11 anos. Tive dificuldades para aceitá-los, pois já eram pessoas estranhas', relatou a educadora.

A discriminação sofrida pelos filhos de hansenianos ficou conhecida como 'Isolamento Compulsório', que era imposto aos portadores de hanseníase como forma de separá-los do convívio de pessoas tidas como saudáveis. 'Os filhos dos hansenianos eram maltratados e só serviam para limpar chão. Nos educandários, as crianças eram humilhadas e sofriam com o isolamento. O Governo Federal precisa se desculpar, pois essas crianças sofreram no isolamento compulsório durante anos. Vamos iniciar um processo de apoio ao pedido de indenização aos filhos de portadores de hanseníase separados compulsoriamente', relatou Edmilson Picanço, coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase.


Fonte: Jornal Amazônia







  Cristiano nosso Vice Coordenador Nacional do MORHAN, recebe o Assinão do Pará, com 4.650 assinaturas.

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