sábado, 2 de julho de 2011

Assinão em Sorocaba neste sábado. Foi muito gratificante!

Amigos e irmãos do blog:
Hoje, sábado, fizemos nosso primeiro ASSINÃO em praça pública, na cidade de Sorocaba, SP.
Sinceramente, não podia supor que seria tão gratificante o quanto foi, porque pedíamos a assinatura das pessoas, contávamos nossas histórias e o mais importante: informávamos a população sobre a hanseníase.
Quero agradecer o empenho e dedicação do nosso voluntário Claudiney. Gente, ele foi mais que perfeito! Tudo que verão nas fotos, foi trabalho dele e da Vera, nossa outra voluntária 1.000.
Mas o Claudiney se superou: até as canetas devidamente amarradas nas pranchetas ele já levou pronto!
Detalhes assim me fazem esquecer rapidinho o cansaço, os desanimados, os que não tem fé, os incrédulos da união. Trabalhar com estes dois voluntários hoje foi um aprendizado.
Tivemos a participação de nossa voluntária mirim, Brenda, filha do Claudinei, que me contou ter levado para sua escola, os nossos folders sobre hanseníase, para que as pessoas conheçam o tema. Incrível, muito lindo!
Agradeço a presença:
M Aparaecida - Gerente Social do Pira
Sebastião, amigo e colaborador, voluntário
Osvaldo Noce, de longas batalhas
Agradeço o empenho da Assessora Eliana, representante do Vereador TCel Rozendo de Oliveira, que nos proporcionou a autorização para estarmos na praça.
Vamos repetir este ato muitas vezes este ano! Faremos Assinão em várias cidades!
Com amor pleno
Teresa Oliveira


Domingo, 03 de julho de 2011
17:36
Diário SP
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NOTICIASDIA-A-DIA

Dia-a-dia

02/07/2011 17:33

Mobilização reforça pedido de indenização aos filhos de hansenianos

Representantes da Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase) promoveram panfletagem para alertar sobre a doença

Carla de CamposAgência BOM DIA
A hanseníase, identificada antigamente como lepra, carrega até hoje a pecha de uma doença bíblica maldita, que desperta o preconceito e repúdio das pessoas. O sofrimento de quem foi exilado por ser portador da síndrome foi herdado pelos filhos que hoje lutam pela reparação dos danos causados às famílias. Neste sábado (2), na praça Coronel Fernando Prestes, representantes da Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase) promoveram panfletagem para alertar sobre a doença e recolheram assinaturas para reforçar o pedido de indenização ao Governo Federal. Em todo o estado já são 12 mil assinaturas e a meta é chegar a 20 mil. 
    
De acordo com a coordenadora  nacional da Comissão dos Filhos Separados pela Compulsória, do Maria Teresa Oliveira, 55 anos, a indenização deve beneficiar cerca de 40 mil pessoas em todo país. Em Sorocaba, os filhos de portadores de hanseníase, que sofreram  na época do regime de isolamento,  somam aproximadamente 3 mil pessoas. 

Maria Tereza conta a luta para unir forças em torno da reparação às famílias que hoje colecionam histórias de horror, medo e abusos. A própria coordenadora lembra que somente há 10 anos ficou sabendo de sua própria história,  descobrindo que foi adotada após ser separada dos pais que viviam segregados em uma colônia. Ela já reencontrou dois dos 11 irmãos, mas ainda não tem pistas da própria mãe biológica. “Dinheiro não supre estas coisas. Falo que a minha indenização já ganhei porque tive a oportunidade de estudar, trabalhar e ter uma boa família”, afirma.

Já o aposentado Francisco Carlos Carvalho, 59, lembra de uma infância de medo e abusos. Depois de nascer no Hospital Colônia do Pirapitingui, em Itu, ele foi separado dos pais e viveu 12 anos em um educandário. “Lá, nos colocavam de castigo ajoelhados sobre o milho, apanhávamos a toda hora. Chegavam a enfiar nossa cabeça no vaso e dar a descarga”, conta.

Ao seu lado, a  funcionária pública Vera Lúcia Marioni, também ativista do Morhan, lembra que teve sorte ao viver na casa dos tios enquanto estavam no Pirapitingui. “Por sorte conseguimos viver.


03/07/2011 | HANSENÍASE

Movimento visa indenização dos filhos de ex-pacientes

Notícia publicada na edição de 03/07/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Regina Helena Santos
      regina.santos@jcruzeiro.com.br

Com o objetivo de recolher assinaturas em defesa de uma medida governamental de indenização aos filhos de ex-pacientes de hanseníase, separados de seus pais entre as décadas de 30 a 70 por todo o País, participantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) estiveram na manhã de ontem, na Praça Coronel Fernando Prestes, pedindo o apoio dos sorocabanos. De acordo com Teresa Oliveira, o abaixo-assinado já atingiu cerca de 12 mil adesões no Estado de São Paulo e o documento deve ser apresentado em reunião de negociação junto ao governo federal para a reparação às crianças - hoje já adultos - prejudicados pela discriminação em relação à doença. "Queremos mostrar que a sociedade já entende essa questão e reconhece o preconceito pelo qual passamos", comentou. Segundo levantamento do movimento, a região de Itu possui cerca de 2 mil pessoas que foram crianças separadas dos pais. No Brasil, esse número chega a 40 mil. 

Depois de uma série de ações que conseguiram unir e promover o reencontro de adultos que, quando ainda pequenos, foram separados de seus pais, doentes de hanseníase, o Morhan alcançou uma importante vitória há um ano. No dia 8 de julho de 2010, o Conselho Nacional de Saúde reconheceu oficialmente os abusos cometidos, no âmbito de Direitos Humanos, com as pessoas com a doença e seus familiares, na época do regime de isolamento compulsório e recomendou, ao governo federal, a implementação de uma medida de indenização. Por sessenta anos, os portadores da doença - que era conhecida por lepra - tinham que viver afastados da sociedade.
 
A medida foi tomada para evitar que a doença se proliferasse, pois ainda não havia cura. O isolamento acabou no Brasil em 1962, porém muitos doentes continuaram sendo afastados e, à medida que tinham filhos dentro das colônias, essas crianças eram levadas a orfanatos. "Aguardamos a publicação, no Diário Oficial da União, que autorizará a implantação de um grupo de trabalho, pelo governo federal, para os encaminhamentos para essa indenização", explicou Teresa, que está com 55 anos e há apenas dez descobriu que havia sido adotada, por sua família, em uma colônia de portadores de hanseníase. 

Doença infecciosa que afeta os nervos e a pele podendo causar deformidades, a hanseníase não é hereditária, mas contraída por meio do contato íntimo e prolongado com o doente sem tratamento. Hoje, os pacientes são tratados sem qualquer necessidade de isolamento social. O movimento estará presente na praça central de Sorocaba, novamente em busca de assinaturas, na próxima sexta-feira. Mais informações no site www.morhan.com.br.

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Claudiney, preparando tudo para começarmos

 Ganhamos 10 pranchetas e canetas e banners para nosso Assinão!

 Vera, com a primeira assinante do dia!

 Jornal Cruzeiro do Sul esteve presente, com a jornalista Regina!
 Da esquerda para a direita, Bete e Osvaldo Noce, com assinantes
 M Aparecida do Pira e Sebastião
 Jornalista do jornal O Dia, entrevistando os filhos
 Jovens assinantes recebendo esclarecimentos sobre a hanseníase
 Brenda, nossa voluntária mirim, conseguindo mais assinaturas!

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