Amigos e irmãos do blog:
Hoje, sábado, fizemos nosso primeiro ASSINÃO em praça pública, na cidade de Sorocaba, SP.
Sinceramente, não podia supor que seria tão gratificante o quanto foi, porque pedíamos a assinatura das pessoas, contávamos nossas histórias e o mais importante: informávamos a população sobre a hanseníase.
Quero agradecer o empenho e dedicação do nosso voluntário Claudiney. Gente, ele foi mais que perfeito! Tudo que verão nas fotos, foi trabalho dele e da Vera, nossa outra voluntária 1.000.
Mas o Claudiney se superou: até as canetas devidamente amarradas nas pranchetas ele já levou pronto!
Detalhes assim me fazem esquecer rapidinho o cansaço, os desanimados, os que não tem fé, os incrédulos da união. Trabalhar com estes dois voluntários hoje foi um aprendizado.
Tivemos a participação de nossa voluntária mirim, Brenda, filha do Claudinei, que me contou ter levado para sua escola, os nossos folders sobre hanseníase, para que as pessoas conheçam o tema. Incrível, muito lindo!
Agradeço a presença:
M Aparaecida - Gerente Social do Pira
Sebastião, amigo e colaborador, voluntário
Osvaldo Noce, de longas batalhas
Agradeço o empenho da Assessora Eliana, representante do Vereador TCel Rozendo de Oliveira, que nos proporcionou a autorização para estarmos na praça.
Vamos repetir este ato muitas vezes este ano! Faremos Assinão em várias cidades!
Com amor pleno
Teresa Oliveira
03/07/2011 | HANSENÍASE
Movimento visa indenização dos filhos de ex-pacientes
Notícia publicada na edição de 03/07/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 7 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Regina Helena Santos
regina.santos@jcruzeiro.com.br
Com o objetivo de recolher assinaturas em defesa de uma medida governamental de indenização aos filhos de ex-pacientes de hanseníase, separados de seus pais entre as décadas de 30 a 70 por todo o País, participantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) estiveram na manhã de ontem, na Praça Coronel Fernando Prestes, pedindo o apoio dos sorocabanos. De acordo com Teresa Oliveira, o abaixo-assinado já atingiu cerca de 12 mil adesões no Estado de São Paulo e o documento deve ser apresentado em reunião de negociação junto ao governo federal para a reparação às crianças - hoje já adultos - prejudicados pela discriminação em relação à doença. "Queremos mostrar que a sociedade já entende essa questão e reconhece o preconceito pelo qual passamos", comentou. Segundo levantamento do movimento, a região de Itu possui cerca de 2 mil pessoas que foram crianças separadas dos pais. No Brasil, esse número chega a 40 mil.
Depois de uma série de ações que conseguiram unir e promover o reencontro de adultos que, quando ainda pequenos, foram separados de seus pais, doentes de hanseníase, o Morhan alcançou uma importante vitória há um ano. No dia 8 de julho de 2010, o Conselho Nacional de Saúde reconheceu oficialmente os abusos cometidos, no âmbito de Direitos Humanos, com as pessoas com a doença e seus familiares, na época do regime de isolamento compulsório e recomendou, ao governo federal, a implementação de uma medida de indenização. Por sessenta anos, os portadores da doença - que era conhecida por lepra - tinham que viver afastados da sociedade.
A medida foi tomada para evitar que a doença se proliferasse, pois ainda não havia cura. O isolamento acabou no Brasil em 1962, porém muitos doentes continuaram sendo afastados e, à medida que tinham filhos dentro das colônias, essas crianças eram levadas a orfanatos. "Aguardamos a publicação, no Diário Oficial da União, que autorizará a implantação de um grupo de trabalho, pelo governo federal, para os encaminhamentos para essa indenização", explicou Teresa, que está com 55 anos e há apenas dez descobriu que havia sido adotada, por sua família, em uma colônia de portadores de hanseníase.
Doença infecciosa que afeta os nervos e a pele podendo causar deformidades, a hanseníase não é hereditária, mas contraída por meio do contato íntimo e prolongado com o doente sem tratamento. Hoje, os pacientes são tratados sem qualquer necessidade de isolamento social. O movimento estará presente na praça central de Sorocaba, novamente em busca de assinaturas, na próxima sexta-feira. Mais informações no site www.morhan.com.br.
regina.santos@jcruzeiro.com.br
Com o objetivo de recolher assinaturas em defesa de uma medida governamental de indenização aos filhos de ex-pacientes de hanseníase, separados de seus pais entre as décadas de 30 a 70 por todo o País, participantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) estiveram na manhã de ontem, na Praça Coronel Fernando Prestes, pedindo o apoio dos sorocabanos. De acordo com Teresa Oliveira, o abaixo-assinado já atingiu cerca de 12 mil adesões no Estado de São Paulo e o documento deve ser apresentado em reunião de negociação junto ao governo federal para a reparação às crianças - hoje já adultos - prejudicados pela discriminação em relação à doença. "Queremos mostrar que a sociedade já entende essa questão e reconhece o preconceito pelo qual passamos", comentou. Segundo levantamento do movimento, a região de Itu possui cerca de 2 mil pessoas que foram crianças separadas dos pais. No Brasil, esse número chega a 40 mil.
Depois de uma série de ações que conseguiram unir e promover o reencontro de adultos que, quando ainda pequenos, foram separados de seus pais, doentes de hanseníase, o Morhan alcançou uma importante vitória há um ano. No dia 8 de julho de 2010, o Conselho Nacional de Saúde reconheceu oficialmente os abusos cometidos, no âmbito de Direitos Humanos, com as pessoas com a doença e seus familiares, na época do regime de isolamento compulsório e recomendou, ao governo federal, a implementação de uma medida de indenização. Por sessenta anos, os portadores da doença - que era conhecida por lepra - tinham que viver afastados da sociedade.
A medida foi tomada para evitar que a doença se proliferasse, pois ainda não havia cura. O isolamento acabou no Brasil em 1962, porém muitos doentes continuaram sendo afastados e, à medida que tinham filhos dentro das colônias, essas crianças eram levadas a orfanatos. "Aguardamos a publicação, no Diário Oficial da União, que autorizará a implantação de um grupo de trabalho, pelo governo federal, para os encaminhamentos para essa indenização", explicou Teresa, que está com 55 anos e há apenas dez descobriu que havia sido adotada, por sua família, em uma colônia de portadores de hanseníase.
Doença infecciosa que afeta os nervos e a pele podendo causar deformidades, a hanseníase não é hereditária, mas contraída por meio do contato íntimo e prolongado com o doente sem tratamento. Hoje, os pacientes são tratados sem qualquer necessidade de isolamento social. O movimento estará presente na praça central de Sorocaba, novamente em busca de assinaturas, na próxima sexta-feira. Mais informações no site www.morhan.com.br.
comentários
Claudiney, preparando tudo para começarmos
Ganhamos 10 pranchetas e canetas e banners para nosso Assinão!
Vera, com a primeira assinante do dia!
Jornal Cruzeiro do Sul esteve presente, com a jornalista Regina!
Da esquerda para a direita, Bete e Osvaldo Noce, com assinantes
M Aparecida do Pira e Sebastião
Jornalista do jornal O Dia, entrevistando os filhos
Jovens assinantes recebendo esclarecimentos sobre a hanseníase
Brenda, nossa voluntária mirim, conseguindo mais assinaturas!












Nenhum comentário:
Postar um comentário