quinta-feira, 31 de março de 2011

Meu coração em Três Corações

Irmãos e amigos do blog:


Hoje foi um dia de grandes postagens! Acompanhem as três na sequência e vejam se não tenho razão!


Começo com a feliz iniciativa da ex colônia de Três Corações, Minas Gerais: alfabetização para adultos. O resgate da cidadania começa aqui!


Porém, precisamos ajudar, enviando material escolar em doação.:.  







E de Marituba, Pará, o coordenador do MORHAN Marituba, Edmilson, nos enviou esta linda mensagem de apoio e incentivo a todos os irmãos. 

A Marca de Amor


Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado. Na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:
Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino para que ele fosse o último a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno veria o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.
O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. 
Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o porquê daquela CICATRIZ.
A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se à frente da sala de aula e começou a relatar: - Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri: - Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa, ela mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
A turma estava em silêncio atenta a tudo .
O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala.
-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente... 
Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. 
Só que quando minha mãe tentou entrar na  casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar: - " Minha filhinha está lá dentro!" 
Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha... Foi aí que decidi. 
Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. 
Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. 
Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. 
Eu sabia o quarto em que ela estava. 
Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... 
Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou em meu rosto...
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada, então o menino continuou: 
Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.
Vários alunos choravam, sem saber o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.
Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ.            
Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.
Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.
Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou
 com todas as nossas CICATRIZES..
Essas também são marcas de AMOR.

Nunca se esqueça disso!


Deus está no comando.



Deus abençoe Franciscanos!

São Paulo, 31/03/2011

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23/03/11
Projeto Franciscanos fala sobre a Hanseníase em evento da Educafro
Por Aguinaldo Ap. Campos

São Paulo (SP) - 
 Domingo de expectativas no país. No Rio de Janeiro, o casal Obama atraía as atenções. Em São Paulo, se realizava um grande encontro reunindo centenas de participantes da Educafro. No interior, em Itu, no antigo hospital-colônia do Pirapitingui, o MORHAN, Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase promovia o “Primeiro Encontrão dos Filhos que foram Separados pelo Isolamento Compulsório no estado de São Paulo”. Enquanto no Rio era grande a expectativa pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, os participantes do evento na Educafro refletiam sobre a importância do convite recebido por frei David e a instituição para ouvirem o primeiro presidente negro da história americana. 

Foi nesse clima de positivismo e consciência de que a participação social se faz de forma organizada e articulada que os representantes do Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase foram recebidos pelos organizadores do evento da Educafro: Maurício, Júlio e Frei Leandro. 

O coordenador provincial do Projeto, Frei Miguel da Cruz, agradeceu pela oportunidade de falar a tantos jovens e destacou a importância de poder contar com a atenção e boa vontade de todos para a multiplicação de informações sobre a Hanseníase.

Hanseníase: de fato, uma doença desconhecida!

Diante de olhares curiosos e inquiridores, o coordenador educacional do projeto, Aguinaldo Campos, perguntou aos presentes se sabiam o que era Hanseníase. Umas poucas mãos foram levantadas acima das centenas de cabeças. 

Falando sobre as origens da Hanseníase, e o estigma e preconceito que ainda acompanham a doença, ele lembrou aos presentes de que, naquele momento, em Itu, pessoas que foram separadas na infância por causa desse estigma estavam se encontrando, muitas delas, pela primeira vez na vida. “Durante a década de vinte, do século passado, a Hanseníase passou a ser vista como uma ameaça, pois o governo e os especialistas em saúde acreditavam que representava, ao lado da mortalidade infantil, um obstáculo ao desenvolvimento do país. Naquela época, na Europa, o isolamento compulsório já era desaconselhado, mas o governo brasileiro continuava a internar seus pacientes o que, certamente, também colaborou para o reforço do estigma e do preconceito. É aí que entram as crianças que, separadas ou do pai, ou da mãe, ou de ambos, eram mandadas para instituições asilares já que os familiares tinham receio de cuidar delas. Aqui, me parece, está o ponto principal de nossa reflexão: claro que os parentes também demonstravam o peso do estigma e do preconceito, mas também ficam no ar algumas questões: essas crianças, mesmo sadias, recebiam já o estigma que seus pais carregavam nos asilos-colônia mesmo sem saber. É de se imaginar o que isso tenha significado e provocado na vida desses indivíduos. Para além do fato de serem separadas, terem suas famílias destruídas, essas crianças teriam pouquíssimas chances futuras de inserção social caso soubessem de seu passado. Acho que isso já dá uma idéia do peso que o estigma e o preconceito, que até hoje acompanham a Hanseníase, podem causar. Por isso, o encontro, hoje, em Itu, é importantíssimo, não menos que aquele que acontece no teatro municipal do Rio de Janeiro. Pena que não tenha a mesma visibilidade.”, avaliou.  
Menos preconceito, mais pessoas informadas e conscientes
Os participantes do encontro puderam conhecer aspectos históricos sobre a Hanseníase e assistiram a uma animação feita pelos pesquisadores da Universidade de São Paulo que mostra a atuação do bacilo de Hansen no momento em que penetra no organismo. Aguinaldo explicou, a partir daí, os mecanismos da transmissão, os tipos de infecção desenvolvidos pela bactéria e as formas de tratamento. “Hanseníase tem cura, o que precisamos é conhecer, nos informarmos sobre a forma de transmissão, a prevenção, o tratamento e, em caso de desconfiança, encaminhar ao posto de saúde mais próximo para a avaliação do profissional de saúde. O diagnóstico precoce, como é incentivado também para outras enfermidades, será o grande diferencial”, orientou. 

Ao final, 3.000 folhetos informativos foram deixados para serem distribuídos pelos participantes enquanto algumas dúvidas eram sanadas. O palestrante encerrou pedindo a colaboração de todos para a divulgação da Hanseníase: “Quanto mais pessoas informadas, menores serão o preconceito e o estigma que, a exemplo da própria doença, também serão eliminados. É por isso que lutamos e é este o convite que trazemos a vocês, jovens engajados em um movimento de educação e inserção social: que nos ajudem a abraçar essa causa para que possamos colaborar para, em um futuro próximo, podermos dizer com orgulho que fizemos parte da luta para eliminar a Hanseníase do nosso país.”   
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  :: Cântico do Irmão Sol ::

"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
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Com amor pleno
Teresa Oliveira

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