Então, pesquisando, encontro no passado uma mulher dedicada aos excluídos pela hanseníase, fazendo de seu cargo político uma ferramenta valiosa para nossos pais, irmãos, familiares que precisaram deixar para trás sua vida de cidadãos e sentirem-se presos e abandonados em asilos, colônias, terras imensas, outra cidade, outro mundo: o da amputação, humilhação, dor, incompreensão, o desconhecido universo desta doença, que hoje entendo ser uma dádiva, porque a convivência com as limitações físicas se igualava a um inferno na terra.
Conceição da Costa Neves sabia que, apesar de sua influência política e social, pouco poderia fazer diante da ciência que ainda sentia-se pobre e assustada frente a doença.
Mas ela fez.
E este exemplo tem que ser seguido por todos nós: faça o que puder, mas faça!
Teresa Oliveira
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