A Comissão dos Filhos que foram Separados pelo Isolamento Compulsório
Esta comissão nasceu no momento em que a Coordenação Nacional do MORHAN, representada por este amigo e homem dedicadíssimo, o Artur Custódio, considerou apropriada e oportuna, apesar de, como filha que foi separada, pedir alguma atitude nos últimos quatro anos, após muita pesquisa sobre este holocausto silencioso e brasileiro: filhos separados da família, deixados para trás pelo Isolamento Compulsório. Então, nada aconteceu do "nada". As ações foram projetadas com o objetivo de darem certo. Primeiro, veio a luta pela pensão dos pais, dos que realmente foram internados porque estavam com hanseníase. Vitória alcançada, Artur partiu para o segundo round: os filhos. Isto tudo foi dito milhões de vezes pelo próprio Artur e será que ninguém ouviu? Algumas vezes ouço abelhinhas zunindo que não sabem nada sobre isso...
Sempre considerei o MORHAN o ÚNICO representante capaz para tal tarefa, porque há oito anos acompanho os passos deste movimento social através de uma constante troca de e-mails e telefonemas com o Artur, aguardando minha vez de colaborar e foi por isso que, até janeiro deste ano, eu era uma "ilustre desconhecida" de todos do MORHAN, exceto Raimunda e o próprio Artur, quando fui convidada a participar de uma reunião no Rio de Janeiro.
Aliás, poderiam ter conhecido a Teresa se, há uns seis anos atrás, tivessem mesmo se interessado por mim, quando fui a uma reunião no Jabaquara e me coloquei à disposição. Leda trocou alguns e-mails comigo, mas NINGUÉM de São Paulo quis saber a minha angústia e revolta com a origem que me ligava ao MORHAN. Desculpem, não houve troca; apenas silêncio. E eu, como Assistente Social, queria trabalhar, começar a agir, ser presença, somar. Não quiseram. O Artur sabia minhas intenções e represou a ansiedade que eu transparecia, sempre me confortando e pedindo calma; que chegaríamos aos filhos. E ele cumpriu! Aliás, muita gente reclama que o Artur não dá atenção, não se importa. Eu não posso me queixar. A cada telefonema meu, a cada e-mail, Artur estava presente.
Em janeiro, quando ele finalmente me chamou, larguei tudo! Emprego, família, até minhas cachorras que amo de paixão, tudo foi pro espaço e eu fui pro Rio, ao encontro do meu primeiro passo como cidadã de verdade.
De lá até hoje, final de julho, muitas coisas aconteceram e a comissão, tímida a princípio, tomou forma, roubou minha história pra si e começou a reunir pessoas, a fazer barulho, a tomar jeito de coisa grande. Mas esta comissão precisava tomar jeito de coisa grande, afinal eu represento São Paulo! Assumi esta comissão e de imediato filiei-me ao MORHAN Nacional, direitinho, como "manda o figurino". Não poderia falar do MORHAN se não fosse do MORHAN.
Porém, tenho consciência de que mexi com muitas vaidades e ainda vou mexer, porque estamos em alguma parte deste caminho que não posso abandonar. Que pessoa, que mulher eu seria se, exatamente agora, largasse o barco? Mesmo que muitos queiram me aborrecer, me cutucar, para eu largar a canoa agora, sinto muito: não farei isso! Porque dei minha cara à tapa em rede nacional, internacional até, quando expus a minha vida em nome da vida de todos os outros filhos, os quais considero meus irmãos. Não vou "deixá-los para trás" mais uma vez.
A questão dos filhos hoje tem representatividade e vai continuar assim, porque todos estes irmãos que ganhei merecem minha honestidade e dedicação 1000%. E para esta dedicação, conto com o apoio de familiares, que me ajudam financeiramente a suportar esta guerra, porque não há outro objetivo agora em minha vida. Enquanto durar a batalha, dou meu peito aos tiros! Sou ungida de Deus, faço tudo isso porque Deus me guia. E assim continuarei.
Esta comissão nasceu no momento em que a Coordenação Nacional do MORHAN, representada por este amigo e homem dedicadíssimo, o Artur Custódio, considerou apropriada e oportuna, apesar de, como filha que foi separada, pedir alguma atitude nos últimos quatro anos, após muita pesquisa sobre este holocausto silencioso e brasileiro: filhos separados da família, deixados para trás pelo Isolamento Compulsório. Então, nada aconteceu do "nada". As ações foram projetadas com o objetivo de darem certo. Primeiro, veio a luta pela pensão dos pais, dos que realmente foram internados porque estavam com hanseníase. Vitória alcançada, Artur partiu para o segundo round: os filhos. Isto tudo foi dito milhões de vezes pelo próprio Artur e será que ninguém ouviu? Algumas vezes ouço abelhinhas zunindo que não sabem nada sobre isso...
Sempre considerei o MORHAN o ÚNICO representante capaz para tal tarefa, porque há oito anos acompanho os passos deste movimento social através de uma constante troca de e-mails e telefonemas com o Artur, aguardando minha vez de colaborar e foi por isso que, até janeiro deste ano, eu era uma "ilustre desconhecida" de todos do MORHAN, exceto Raimunda e o próprio Artur, quando fui convidada a participar de uma reunião no Rio de Janeiro.
Aliás, poderiam ter conhecido a Teresa se, há uns seis anos atrás, tivessem mesmo se interessado por mim, quando fui a uma reunião no Jabaquara e me coloquei à disposição. Leda trocou alguns e-mails comigo, mas NINGUÉM de São Paulo quis saber a minha angústia e revolta com a origem que me ligava ao MORHAN. Desculpem, não houve troca; apenas silêncio. E eu, como Assistente Social, queria trabalhar, começar a agir, ser presença, somar. Não quiseram. O Artur sabia minhas intenções e represou a ansiedade que eu transparecia, sempre me confortando e pedindo calma; que chegaríamos aos filhos. E ele cumpriu! Aliás, muita gente reclama que o Artur não dá atenção, não se importa. Eu não posso me queixar. A cada telefonema meu, a cada e-mail, Artur estava presente.
Em janeiro, quando ele finalmente me chamou, larguei tudo! Emprego, família, até minhas cachorras que amo de paixão, tudo foi pro espaço e eu fui pro Rio, ao encontro do meu primeiro passo como cidadã de verdade.
De lá até hoje, final de julho, muitas coisas aconteceram e a comissão, tímida a princípio, tomou forma, roubou minha história pra si e começou a reunir pessoas, a fazer barulho, a tomar jeito de coisa grande. Mas esta comissão precisava tomar jeito de coisa grande, afinal eu represento São Paulo! Assumi esta comissão e de imediato filiei-me ao MORHAN Nacional, direitinho, como "manda o figurino". Não poderia falar do MORHAN se não fosse do MORHAN.
Porém, tenho consciência de que mexi com muitas vaidades e ainda vou mexer, porque estamos em alguma parte deste caminho que não posso abandonar. Que pessoa, que mulher eu seria se, exatamente agora, largasse o barco? Mesmo que muitos queiram me aborrecer, me cutucar, para eu largar a canoa agora, sinto muito: não farei isso! Porque dei minha cara à tapa em rede nacional, internacional até, quando expus a minha vida em nome da vida de todos os outros filhos, os quais considero meus irmãos. Não vou "deixá-los para trás" mais uma vez.
A questão dos filhos hoje tem representatividade e vai continuar assim, porque todos estes irmãos que ganhei merecem minha honestidade e dedicação 1000%. E para esta dedicação, conto com o apoio de familiares, que me ajudam financeiramente a suportar esta guerra, porque não há outro objetivo agora em minha vida. Enquanto durar a batalha, dou meu peito aos tiros! Sou ungida de Deus, faço tudo isso porque Deus me guia. E assim continuarei.
Ia esquecendo: quando falo "morhanbarueri" é porque sou morhan e sou de Barueri. Nada a ver com núcleos, pré núcleos... esta é outra conversa e claro, quando existir, motivo para outro blog.
ResponderExcluirRecebemos da Dra. Kézia, após participar conosco de uma reunião no Pirapitingui.
ResponderExcluirBarueri, 19 de Julho de 2010
Visita ao Asilo- Colônia em Pirapitingui –Itu/SP
A espera por mais uma informação de interesse comum, fazia com que pairasse no ar a expectativa e ansiedade de todos que ali estavam.
A prontidão dos voluntários (filhos) em oferecer o melhor lugar, a melhor acomodação para receber a portadora das “Boas Notícias”, foi de impressionar.
Existe muito respeito e muita ansiedade também, depositado na figura da pessoa que vem representando “a voz” daquelas pessoas.
A responsabilidade em tratar dos assuntos apresentados com relevância, respeito, e também com identificação própria, deixa ainda mais evidente que se trata de um caminho bastante longo, árduo e de contínuo trabalho envolvendo todas as esferas de atuação.
A figura da Maria Teresa frente a este movimento tem despertado o interesse e auxílio de outras pessoas, não menos importantes, e que consequentemente mostra o comprometimento e seriedade do trabalho que vem sendo desenvolvido.
Penso que a cada encontro seja um turbilhão de emoções se movimentando dentro de cada um e que nem sempre é percebido e ou canalizado como supostamente deveria ser.
Sobre as questões emocionais e psíquicas que ficam salientadas e “abertas”, requer que quem quer que esteja a frente deste movimento, continue tendo o CUIDADO em ser o condutor e canalizador destas, da melhor maneira que conseguir.
A imagem que muito timidamente pude construir foi de um Formigueiro... Cada um com seu pedacinho de história em busca de mais uma peça de seu grande quebra-cabeça.
Kézia Amaral Ferraz
Psicóloga CRP-06/57167-4
Tereza
ResponderExcluirTereza Humana
Tereza gurrreira
Tereza filha de todos
Tereza mãe,irmã e amiga de todos.
Tereza questão social,
Tereza das Terezas,
Tereza da ninhada,
Estou sempre com você
Força Tereza
Força
bjs
cida Ribeiro
Barueri
estive em uma reuniao em sorocaba no eden e me marcou muito quando vc disse para sairmos do armario.porque ate entao eu nao tinha saido e naquele instante eu sai de uma vez .eu tinha apagado o que eu tinha passado de ruim na minha vida.foi bom mas confesso que ate hj estou em choque bjs ge
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